Junho 25, 2014

A Escolha da Plataforma

Em algum momento do projeto, é preciso escolher (e as vezes, trocar) a plataforma de e-commerce. Poucas conversas sobre o assunto geram tanta discussão quanto esse, pois as perspectivas são tão diversas quanto as necessidades. Parece um pouco a discussão sobre qual escola o filho deve estudar – será que é melhor começar numa pequena e depois transferir, ou é melhor já entrar naquele que servirá para o período inteiro. E se mudar para o exterior – vai servir? E se não fizer a escolha certo? E quanto vai custar essa brincadeira??? Mas a resposta é muito simples… DEPENDE!!

Um busca simples no Google trará vários artigos de pessoas bem mais qualificadas no assunto do que eu, descrevendo os prós e contras de usar as várias plataformas de e-commerce. Por exemplo, a Solange Oliveira a.k.a. “E-commerce Girl” fez uma avaliação concisa das plataformas presentes no Brasil avaliando as mesmas de acordo com alguns critérios como facilidade de uso, flexibilidade, custo, etc… Na arena internacional também há diversas outras avaliações de plataformas, incluindo uma pesquisa bem recente por Tom Robertshaw que mensura o numero de lojas instaladas por cada plataforma em um determinado ambiente. Além disso, é claro que tem consultores que podem ajudar na escolha e quando necessário, na implementação. Mas o que prevalece como em quase toda escolha de produto ou serviço e a sua necessidade específica e o seu orçamento, é claro.

No passado recente, o custo de abertura de uma loja era alto, e trazia a dependência em programadores ou consultores para desenvolver e gerenciar a loja. Além do investimento significante inicial para customizar a loja, era cobrado uma mensalidade de manutenção que incluía eventuais mudanças, troca de banners e fotos, e outras alterações estéticos. Isso, sem a certeza de que o produto ou serviço à ser comercializado terá aceitação.

Se você se sente refém desse modelo, saiba que surgiram novas opções de plataformas como Shopify que oferecem mais facilidades de uso e que permitem que empreendedores sem treinamento de programação consigam abrir e configurar uma loja e conectá-la com aplicativos de pagamento, e-mail marketing, logística, e mídias sociais. (Falo isso por experiencia própria, pois eu estou no processo final de abrir uma loja sem qualquer treinamento de programação!) E as plataformas vêm com templates e layouts atraentes pré-configurados que podem ser personalizados com facilidade, sem a necessidade de contratar designers. E pra melhorar, o custo é extremamente acessível pra qualquer orçamento.

Como resultado, o empreendedor de hoje tem a opção de abrir uma loja atraente que tem funcionalidade mais do que adequada para a primeira versão do site, sem um grande investimento. A eliminação dessa barreira de custo e tecnologia deve ajudar propulsionar o crescimento de e-commerce no Brasil – tanto na oferta quanto na demanda.

Importante ressaltar que existe e sempre irá existir um papel importante para consultores, desenvolvedores, e outros profissionais que hoje prestam serviço ou são empregados em e-commerce. É um campo que certamente continuará a amadurecer e crescer na medida que as vendas no varejo tradicional migram para o e-commerce. Ou melhor, para o omnichannel onde teremos uma convergência entre os canais tradicionais e os digitais. Sem falar que a necessidade de uma plataforma de e-commerce no lançamento é bem diferente de quando o empreendimento atinge um patamar de vendas e complexidade de canais maior. A maior evidencia disso é que o Magento – que exige o uso de programadores para montar a loja – é ainda a plataforma mais utilizada em e-commerce.

 


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